YANNI DANNIELY - CAICÓ/ RN

Acesse: http://www.radiorural.com/ ! De segunda à sexta te faço companhia na 95 fm! Das 07 às 08h leio as reflexões postadas aqui no blog no programa DE BEM COM VIDA. Confira!!Obrigada por seu acesso! Volte SEMPRE!!!







segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada. No dia viagem o soberano ao se despedir disse-lhe: - Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.
Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças. Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
Um dia alguém vendo os maus tratos do animal disse-lhe: - Assim, meu jovem, acabarás perdendo o animal. E ele respondeu: - Não me importo, tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé.
Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: - Cuide do mais importante!
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pé da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos,encontrou-se de volta em sua cidade.
Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera e disse: - Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuidar do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti, não perdi uma sequer. O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: "Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifique o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras,não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".
Comparamos esta história com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse ouro, esquecendo de alimentar sua alma e espírito com a alegria e o amor de Deus.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma categoria explorada, uma gente decisiva. Sua tarefa é dobrada, nem por isso se esquiva. Faz um trabalho fundamental, que não é reconhecido. Trabalha sem igual, faz seu viver ser querido.
Tão antiga profissão, especialista na família tratar. Trabalha com o coração, se duplica pra ajudar. Faz papel de mãe e amiga, conselheira e guardiã. Inicia tantos jovens na lida, Professora e Cidadã.
Compreende a Sociedade, sabe que existe a exploração. Se posiciona com seriedade, não admite discriminação. Com a velhice é respeitosa, tem o amor filial. Com as crianças é carinhosa, possui o dom maternal.
De tudo é reconhecida, exigente em Justiça e Direito. Sua glória é merecida, atende no mais bem feito. Tem a visão do futuro, acompanha todo acontecer. Tem o pensamento maduro, luta, por amor ao viver.
Humilde e esforçada, todo tempo a se dar. Consciente e determinada, sempre pronta pra lutar. Trabalha no seu total, uma só em todos os lugares. Mulher muito especial, porque cuida de dois lares.
Plenamente companheira, tem consciência da História. Mãe, irmã, amiga e Guerreira, tão maravilhosa trajetória. Ela sabe que faz seu caminho, de razão tem o coração cheio. Por trabalhar com amor e carinho, tornou-se Rainha do Lar Alheio.
Azuir, Carlos, Ronaldo, Telefonia e Turma do Social. Cezarrs da FEF e Sílvio do IF. Unicam

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aconteceu enquanto eu esperava por um amigo no aeroporto. Procurando localizar meu amigo no portão de desembarque, notei um homem que vinha com duas malas. Ele parou perto de mim para cumprimentar sua família. Primeiro, ele abraçou o filho mais novo (talvez 6 anos de idade). Eles trocaram um longo e carinhoso abraço. E então se separaram o suficiente para olhar um ao outro. Foi quando eu ouvi o pai dizer: - É tão bom te ver, filho. Eu senti tanta falta de você!
O filho sorriu e, meio acanhado, respondeu suavemente: - Eu também, papai! Então o homem se levantou, contemplou os olhos do filho mais velho (talvez 9 ou 10 anos) e disse: - Você já está um homenzinho. Eu te amo muito, Zach! E também trocaram um longo e fraterno abraço. Enquanto isto acontecia, um bebê estava excitada nos braços da mãe. O homem, segurando delicadamente no queixo da menina, disse: - Olá minha gatinha!
E pegou a criança suavemente. Ele a beijou no rosto e a apertou contra o peito. A pequena menina relaxou imediatamente e simplesmente deitou a cabeça no ombro dele e ficou imóvel em pura satisfação. Depois ele entregou a filha aos cuidados do mais velho e declarou: - O melhor por último. E deu em sua esposa o beijo mais longo e mais apaixonado que eu me lembro de ter visto. Ele a olhou nos olhos por alguns segundos e então silenciosamente declamou: - Eu te amo tanto! Olharam-se nos olhos, enquanto abriam grandes sorrisos segurando-se pelas mãos. Por um momento eles me pareceram recém casados, mas pela idade das crianças ficava claro que não eram.
Eu senti um incômodo de repente, era como se eu estivesse invadindo algo sagrado e fiquei embasbacado ao ouvir minha própria voz nervosamente perguntar: - Emocionante! Quanto tempo os dois tem de casado? - São 14 anos. Ele respondeu, sem desviar o olhar do rosto da esposa. - Bem, então, quanto tempo você esteve fora? O homem, finalmente, virou e olhou para mim, ainda irradiando um sorriso jovial. - Dois dias inteiros!
Dois dias? Fiquei atordoado. Pela intensidade da saudação, tinha concluído que ele tivesse se afastado por pelo menos várias semanas, se não meses. Eu sei que minha expressão me traiu. Eu disse quase imediatamente, procurando terminar minha intrusão com alguma graça (e voltar a procurar por meu amigo): - Eu espero que meu casamento seja ainda apaixonado depois de 12 anos!
O homem deixou de sorrir de repente. Ele me olhou diretamente nos olhos, e com uma expressão séria que até me assustou, respondeu: - Não espere, amigo... DECIDA! Então seu sorriso brilhou novamente, me deu um aperto de mão e disse: - Deus lhe abençoe! Com isso, viraram-se, ele e a família, e saíram. Eu ainda estava observando aquela excepcional família caminhando para longe da vista quando meu amigo surgiu e perguntou: - Ei! Está olhando o que? Sem hesitar eu respondi: - Meu futuro. Aqui está a bela lição de que tudo depende de nós e que podemos lutar por um futuro melhor e cheio de amor ao lado da nossa família, acreditamos que tudo é exatamente como a gente quer.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem. Valorize o que você tem, dê valor as pessoas que realmente gostam de você. Dê mais ênfase as coisas alegres, minimize a tristeza. “A dor é inevitável, sofrimento é opcional”. Não sofra por aquilo que ainda nem aconteceu, talvez o problema nem seja tão grande quanto pensamos.
E se grande ele for, tenha a humildade de admitir que precisa de ajuda. Desabafe, escute o que outras pessoas tem a lhe dizer, peça um abraço. Perdemos muito tempo nos preocupando com fatos que, muitas vezes só existem em nossa mente. Não dê tanta importância a coisas tão banais. Brigue menos, discuta menos, evite estresses. Tudo, tudo é passageiro, nada vai permanecer para sempre. Não tente entender as pessoas ou que elas fazem, apenas as aceitem da maneira que são. Ninguém é perfeito. Entenda que assim como você, os outros também possuem defeitos e estão passivos a erros
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Celso Henrique

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Escute, filho: enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentido-me culpado vim para ficar ao lado de sua cama. Andei pensado em algumas coisa, filho:
Tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão. Durante o café da manhã, também impliquei com alguma coisa. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem , você se virou, abanou a mão e disse: "Tchau, papai" e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: "Endireite esses ombros!"
De tardezinha tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. As meias são caras - se você as comprasse tomaria mais cuidado coma elas! Imagine isso, filho, dito por um pai! Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: "O que é que você quer?" perguntei implacável.
Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou; seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada. Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achado erros, de fazer reprimenda - era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida. E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado! É uma expiação inútil; sei, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade!
Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, darei risadas quando você sorrir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, com se fosse um ritual: "Ele é apenas um menino - um menininho!" Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitado no ombro dela. Exigi muito de você, exigi muito.
O que atrapalha os relacionamentos são as expectativas. Estamos sempre projetando no outro atitudes que teríamos, comportamentos que aprovamos, reações que julgamos mais adequadas. E, quando o outro foge ao script, nos decepcionamos, ficamos frustrados. Com o acúmulo, a seqüência dessas experiências desastrosas, não demora muito e estamos exaustos, a relação desgastada, um ínfimo deslize pode provocar uma avalanche. Aceitar as pessoas como elas são é a melhor forma de evitar desapontamentos. Mas, para isso, é preciso saber como elas são. E também, deixar claro para elas o que você espera delas. Conhecer, se deixar conhecer. Nós, as mulheres, temos o defeito de não expressarmos inequivocamente as regras do jogo. Queremos que nossos parceiros adivinhem o que nos vai por dentro. Não importa o quanto um homem ame uma mulher, ele nunca será capaz de entendê-la plenamente. Nós mesmas, às vezes nos surpreendemos, sonhando com coisas para as quais nunca antes havíamos sequer olhado. Converse com ele, isso vai ajudá-la até a se entender melhor. Diga o que gostaria de ganhar no natal, diga-lhe como gostaria que ele a tratasse quando você estiver na TPM ou com uma violenta enxaqueca, deixe claro para ele os comportamentos dele que a incomodam. Não é criar aquele clima que todo homem detesta de “precisamos conversar”... Ao contrário, deixe esses assuntos fluírem naturalmente, enquanto dividem uma taça de sorvete. E aproveite para também ouvi-lo, conhecê-lo. Este entendimento mútuo irá tornar a relação muito mais prazerosa para ambos. Muito provavelmente, ambos sairão de uma conversa dessas com vontade de mudar algumas de suas características para agradar o outro. E certamente, muito mais preparados para lidar com aquelas características do outro que ele assumidamente não será capaz de mudar. E isso não vale apenas para os parceiros. Vale também para qualquer tipo de relação: com os pais, os filhos, irmãos, amigos, empregados... Se sua sogra costuma interferir na sua relação com os seus filhos, se seu irmão tem o hábito de pegar seus discos emprestados sem aviso, se aquela amiga andou dando mole pro seu namorado... Converse, esclareça seus pontos de vista. Esteja preparado para ouvir também. E ajude. Se seu filho sempre esquece seu aniversário e isso a entristece, peça a alguém para lembrá-lo. Se a empregada não tira o limo do boxe ou as teias de aranha dos cantinhos, deixe os produtos necessários à mão, crie uma rotina: toda quinta-feira é dia de tirar o limo e as teias. Com suas expectativas dentro do real, o risco de uma decepção será muito menor e suas relações, muito mais enriquecedoras e felizes. Porém, algumas pessoas são realmente impossíveis de aceitar como elas são. Elas, definitivamente, estão muito aquém das suas expectativas e não se mostram interessadas em mudar. Neste caso, talvez seja hora de repensar mesmo a relação. E pôr um ponto final nela. Pois, se as expectativas exageradas podem destruir um bom relacionamento, um mau relacionamento pode arrasar com todas as suas expectativas de vida. Nena Medeiros

segunda-feira, 23 de abril de 2012



Quando você sentir aquela sensação de aperto no coração, profunda tristeza e vontade incontrolável de chorar, não se tranque no quarto para chorar e se entregar à inércia, ao desânimo, ao desejo de nada fazer. Não se entregue.

Ao perceber os primeiros sinais, procure imediatamente distrair a mente; será mais fácil vencer o infeliz impulso logo no início. Saia para um pequeno passeio, para uma conversa amigável, procure alguma atividade no próprio lar, escute, cante e dance alguma música alegre; enfim, ocupe a mente, evitando concentrar-se.

Não permita que sentimentos de desagrado e de inconformação com a vida na atualidade e, muito menos com o passado, perturbem você e se transformem em idéias fixas, que lhe trarão mais infelicidade.

Arranquemos de nossos corações as mazelas causadoras de nossos sofrimentos; só assim conquistaremos a paz que tanto almejamos.


A melhor coisa que você pode dar ao inimigo, é o seu perdão.

Ao adversário, sua tolerância.

Ao amigo, sua atenção.

Ao filho, bons exemplos.

Ao pai, sua consideração.

A mãe, comportamento

que a faça sentir orgulhosa.

A todos os homens, caridade.

A você próprio, respeito.

Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou certos comportamentos acompanhados de sentimentos não elevados e propôs uma atividade a eles no intuíto de ajudá-los. Chamou a todos e pediu que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas para a próxima aula.

No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor ou ciúme.

A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento. Quando terminaram a tarefa, o professor pediu que colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite e se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento intenso, eles poderiam substituir a pedra por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola e quem resolvesse o problema com algumas das pessoas podiam retirar a pedra com o respectivo nome e lançá-la fora.

Cada um pegou sua sacola, algumas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou. Com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir e o iincômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.

Os dias foram passando e os alunos começaram a mostrar cansaço e tristeza porque estavam sendo privados de muitos movimentos com o peso das pedras e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas saliências de algumas pedras.

Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles. Não suportando mais os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência.

O professor então, falou-lhes com sabedoria:
- Essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme, ocasionam. Quem mantém esses sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar enfermidades como conseqüência.

E continuou:
- Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos que desejamos guardar conosco. Agora a escolha é sua. Vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las. Se vocês optarem pela paz íntima terão que se livrar desses sentimentos negativos.

Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos os sentidos.

A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio. Por fim todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial.

domingo, 22 de abril de 2012



Que os sonhos nao te roubem a realidade
mais que a realidade nao te proiba de sonhar
Que o amor nao te faça sofrer
mais que o medo da dor
nao te proiba de amar...



Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a primeira amiga de verdade. A nossa amizade tornou-se a coisa mais importante para mim, entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por alguma coisa que nada tivesse a ver comigo. Minha mãe compreendeu o que estava ocorrendo.

Um dia ela chamou-me para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do ovo. Fiquei encantada, eram umas coisinhas lindas, feitas de suave veludo cor-de-ouro; em meu entusiasmo, colhi um deles na mão, mas, apertei-o com tanta força, que por um pouco, não o sufoquei.

Ele, naturalmente lutou para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim. Mamãe notou o meu desapontamento e disse:
- Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. se você o prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir.

Fiz uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma de minha mao. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe.

E então ela me disse:
- Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses pintinhos, quando agarramos com muita força aqueles que amamos, tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se sentem bem e lutam por readquirir a liberdade, como fez o primeiro pintinho que você pegou, mas se os colocamos na palma da mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo contrário, apenas aquece-los com um pouco de nós mesmos, sem a pretensão de exigir-lhes nada e isso foi o que sucedeu com o segundo pintinho.

Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Nao quero dizer que deixei de sentir ciúmes, ainda sou um pouco exclusivista... pois isso faz "parte da natureza humana", todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na palma da minha mão.

Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração... sempre!!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012



Verdadeiro Conhecimento


Rafi finalmente fora escolhido por seu mestre para aprender os grandes ensinamentos. Não podia conter-se de tanta alegria. Havia lutado tanto, por tantas vidas, para chegar a este momento... e agora, podia ver o mestre, esperando-o para irem às montanhas sagradas e lá encontrarem-se com outros mestres e conhecer a verdade que rege todas as coisas, sentir Deus...

Os dias se passaram e Rafi aprendeu muito sobre o céu e a terra, e estava em êxtase.... sentia ser o próprio amor, a própria luz. Estava embriagado de vida e alegria.

Após o encontro terminar, Rafi voltou com seu mestre para o mosteiro e os dias se passaram sem que o mestre ouvisse a voz de Rafi que estava muito silencioso, não falava com ninguém. Suas gargalhadas desapareceram do mosteiro e sua presença era misteriosa, cheia de desconfiança.

Um dia o mestre o chamou para uma conversa:
- Rafi vejo que silenciaste completamente e trazes um olhar desconfiado para com teus irmãos neste mosteiro. O que está acontecendo contigo?

Rafi olhou surpreso para seu mestre e lhe respondeu:
- Mestre, estou cuidando daquilo que aprendi. Sinto que devo proteger esta nova luz que habita em meu ser para não sofrer ameaças vindas de outras pessoas ou do meu próprio ego.... sinto medo de perder tudo que aprendi nas montanhas. Por isso, silencio e neste silêncio, sem falar com ninguém, sinto estar mais seguro.

O mestre conhecendo tão bem seu discípulo, disse:
- Esta bem Rafi, que assim seja.

E quando Rafi estava saindo dos aposentos de seu mestre, pode ver em cima da escrivaninha um livro dourado, muito antigo. Parecia muito especial e perguntou:
- Mestre, quais os assuntos que este livro aborda? Parece ser muito especial...

O Mestre que já previa o que acontecimento disse:
- Rafi, este livro é um livro sagrado, o que foi presenteado pelos mestres superiores, os mesmos das montanhas que há pouco visitamos. Neste livro estão as grandes revelações e servem de belas ferramentas para que possamos lapidar cada vez mais nossa consciência e trazer mais luz ao que ainda se faz obscuro.

- Mestre, por que não me falou antes sobre este livro? Quando poderei lê-lo? -

Cheio de sabedoria o Mestre respondeu:
- Poderás lê-lo meu caro Rafi, mas só quando aprenderes a compartilhar o teu amor com os teus irmãos. De nada vale o conhecimento sem que este possa servir ao teu próximo. Se aprendes e compartilhas, o que aprendes se fará cada vez mais forte e presente em teu ser. Mas, se aprendes e guardas só para ti por medo e falta de confiança, estes corroerão tudo que aprendeste, restando para ti apenas a solidão e o gosto amargo do egoísmo.


E concluiu:
- Crescer é compartilhar. Amar é dar amor. Ter paz é dar a paz. Para conhecer Deus é necessário ser como Deus, completamente entregue às Leis da Integração... agora vai e só voltes quando te sentires pronto para ler este livro!!.



Está na hora do despertar da humanidade.
Bom dia!

Que haja discernimento correto na opção da vida
.
Que conheçamos os três venenos temíveis a serem evitados: a ganância, a raiva e a ignorância, nos seus disfarces mais variados.
A maioria de nós demora a perceber o próprio envenenamento.
Devem ser apiedadas, orientadas e não apedrejadas.

Não queimem bandeiras.
Não joguem pedras.
Não gritem insultos.
Não condenem pessoas, mas situações.
Podemos juntos transformar a maneira de ser dos habitantes da Terra.
Com isso modificaremos o habitat.
Faremos daqui o local, não da espera, mas do chegar.
Onde se fica bem.
Onde a vida cuida com cuidado uns dos outros.
No afago ao recém nascido
A benção da esperança.
Tudo será diferente,
Pois tudo que queremos aqui mesmo se alcança.

Monja Coen



Não tente despertar em mim, ciúmes, seria a forma mais rápida pra eu ir embora, tenho outros sentimentos mais nobres e interessantes que posso dar-te.




O Ciúme


Ao deixar a roupa suja no lugar apropriado, tropecei no diário da minha irmã de 13 anos. Logo pensei: o que eu faço agora? Eu sempre tive ciúme de minha irmã caçula.

Seu sorriso charmoso, sua personalidade cativante e muitos outros talentos ameaçavam meu lugar como filha principal. Eu competia com ela silenciosamente e via crescer suas habilidades naturais.

Por conseqüência, nós raramente nos falávamos. Eu procurava oportunidades para criticá-la e superar seus feitos. Agora seu diário estava aos meus pés. Eu não pensei nas conseqüências.

Não levei em conta a sua privacidade, a moralidade de minhas ações, nem seus sentimentos, apenas saboreei a chance de encontrar segredos suficientes para sujar a reputação de minha concorrente. Raciocinei que seria meu dever como irmã mais velha, verificar suas atividades.

Apanhei o livro do chão e o abri. Folheei as páginas, procurando por meu nome, convencida de que descobriria tramas e calúnias. Quando encontrei, o sangue gelou em meu rosto. Era pior do que eu suspeitava.

Senti-me fraca e sentei-me no chão. Não havia nenhuma conspiração, nenhuma difamação, havia uma descrição sucinta de si mesma, de seus objetivos e de seus sonhos seguidos por um curto resumo da pessoa que mais a inspirava.

Eu comecei a chorar... eu era sua heroína. Admirava-me por minha personalidade, minhas realizações e, ironicamente, por minha integridade... queria ser como eu. Tinha me observado por anos, quieta, maravilhando-se com minhas escolhas e ações.

Eu parei a leitura, golpeada pelo crime que havia cometido. Eu tinha perdido tanta energia para mantê-la fora do meu caminho... Agora eu violara sua confiança lendo as sérias palavras que minha irmã tinha escrito, me pareceu derreter uma barreira gelada em meu coração e eu desejei conhece-la de verdade.

Eu podia finalmente pôr de lado a insegurança estúpida que me manteve longe dela por tanto tempo.

Naquela tarde, quando consegui me sustentar sobre as próprias pernas decidi ir até ela. Mas desta vez para conhecer em vez de julgar, para abraçar em vez de lutar. Para viver como verdadeiras irmãs.

Por vezes temos agido como crianças com relação às pessoas que nos cercam. Imaginamos que não gostam de nós, que desejam nossa infelicidade, nossa queda.

Importante não estabelecer pré-julgamentos em nenhuma situação, por mais que os fatos conspirem a favor. Nem sempre será possível descobrir os sentimentos dos outros pelas aparências.

Há pessoas que não conseguem exprimir seus sentimentos e dão impressão de frieza ou indiferença.Por essa razão é que o pré-julgamento seria altamente prejudicial.

Assim sendo, se for preciso imaginar os sentimentos dos outros, façamos esforços para imaginar sempre o melhor. O ciúme produz o câncer da suspeita transformando os sonhos de sua esperança em pesadelo cruel que se converte em enfermidade demorada, a lhe corroer interiormente.

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